17 de dezembro de 2017

Professor de medicina é acusado de racismo por se fantasiar de “Negão do WhatsApp” durante aulão

Por  o paralelo 

O médico do Pronto Socorro de Rio Branco e professor de medicina da Universidade Federal do Acre (Ufac), Giovanni Casseb, mais uma vez chamou a atenção com suas fantasias usadas durante aulas na unidade de ensino pública. Desta vez, Casseb se fantasiou de “Negão da WhatsApp” para participar de uma aula da saudade da turma de medicina no Afa Jardim, no bairro Bosque.


A fantasia do professor da Ufac desta vez não arrancou apenas gargalhadas dos seus seguidores nas redes sociais. Ativistas dos direitos humanos e muitos internautas criticaram a atitude de Casseb, e chegaram a classificar a ação do docente como preconceituosa e racista.

Uma página do Facebook chamada Periferia Antifascista, que monitora atitudes consideras racistas na internet, divulgou nota de repúdio a Giovanni e afirmou que o professor “cometeu ato de racismo na aula da saudade se fantasiando de negão do WhatsApp”.

“Homens brancos fazendo blackface e com pênis enormes, personificando o estereótipo racista de que homens negros são “bem dotados”, ou melhor, reduzindo seres humanos a seus órgãos genitais. Além de ser ofensivo por ser blackface desumaniza o homem negro o animalizando”, diz trecho da nota.

A nota diz, ainda, que o Brasil é o país da violência e escárnio por causa de atitudes racistas que legitimam a marginalização.

Folha do Acre

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